quinta-feira, 30 de maio de 2013

REPRODUZINDO O SOM DO SILÊNCIO

Guardadores da Palavra Poética espalham poesia pelo ar.

Palavra de poeta, do livro Toda Palavra:

Palavra nasce no corpo.
Também brota no chão.
Cria raiz e folha e respira.

Na lama palavra ganha antiguidade de pedra.

No varal renova porque perde vício de terra.
Palavra floresce em precipício.
Palavra precisa de adubo de passarinho.


p.15

Viviane Mosé entra na minha tela, para lhes contar agora do espaço do dizer as coisas, mas dizê-las sem o senso comum, dizê-las por outra linguagem, dizê-las não da forma que todo mundo diz, dizê-las pelas veias da linguagem poética. Foi assim que Os Guardadores da Palavra Poética invadiram as salas de aula, na manhã do dia 13 de março, e espalharam poesia pelo ar. Parem tudo o que estiverem fazendo, prova, exercícios de linguagem, fonética, fonologia, morfologia e até mesmo o exercício de dormir tem que parar, porque agora a ordem é acordar, porque agora a ordem é da escuta, escuta de uma fala que pede para ser ouvida, acordada, balançada para o exercício do pensar. 
Isso é o que pede o Projeto SAPLI: Sociedade dos Amigos da Prática Literária e é também o que pedem Os Guardadores da Palavra Poética com a exposição “Literatura para acordar o mundo” exposição que permanecerá nos blocos do Curso de Letras até o fim do mês de março.

Depois disso:

Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

PARA NÃO MAIS DORMIR

LITERATURA PARA ACORDAR O MUNDO
 exposição

“Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças.”

O silêncio, a cegueira, a monotonia, o marasmo, o sono, o dormir e dormir para não fazer barulho. O silêncio, nos blocos do curso de Letras, fez tanto barulho que despertou o Projeto de Extensão SAPLI: Sociedade dos Amigos da Prática Literária e as Novas Perspectivas para a Formação do Leitor Um Projeto da FALE, Coordenado pela Profª Giselle Ribeiro e que tem se comprometido, dia após dia, com o verbo Literaturar (inexistente nos dicionários), mas compreendido pela Coordenadora do Projeto e seus Voluntários, também chamados de Guardadores da Palavra Poética.

A profª Giselle Ribeiro, Coordenadora do Projeto SAPLI, ao abrir a sua caixa secreta de memórias, traz para as salas de aula do Curso de Letras, uma atividade perdida, já quase esquecida, o tempo do varal de poesias e juntou outro símbolo nosso para essa prática, a rede. Poesias em roupas no varal, poesias deitadas nas redes para nos manter acordados e ativos, embalados pela memória de tudo o que somos em profundidade. Em cada sala de aula dos blocos de Letras, há um autor diferente pedindo para ser lido e para nos fazer acordar.

A exposição durará todo o mês de março para entrar na vida dos estudantes, professores, zeladores e quem mais quiser ver e acordar.

Assinado: Profa. Giselle Ribeiro
Coordenadora do Projeto SAPLI: Sociedade dos amigos da Prática Literária e as Novas Perspectivas para Formação do Leitor e Os Guardadores da Palavra Poética.